Produção de mudas de baixa inflamabilidade
DOI:
https://doi.org/10.66612/rmfsde08Palavras-chave:
cerrado, viveiro-escola, educação ambientalResumo
A recorrência de incêndios florestais no Cerrado do Distrito Federal representa um desafio significativo à conservação ambiental, à integridade dos ecossistemas e à segurança da população. Nesse contexto, estratégias que integrem prevenção, educação ambiental e participação social tornam-se fundamentais. O presente estudo tem como foco a implementação de projetos de viveiroescola associados à capacitação comunitária, voltados à produção de mudas de espécies nativas de baixa inflamabilidade para a formação de barreiras verdes em áreas críticas. A seleção das espécies foi realizada com base em revisão de literatura, considerando características morfológicas e fisiológicas associadas à menor inflamabilidade, como elevado teor de umidade foliar, baixa concentração de compostos voláteis e maior espessura foliar. A partir dessa seleção, procedese à coleta de sementes em áreas naturais ou matrizes previamente identificadas, respeitando critérios de variabilidade genética e sustentabilidade. Em seguida, as sementes passam por etapas de beneficiamento, que incluem limpeza, secagem e armazenamento em condições adequadas, visando garantir maior viabilidade e taxa de germinação. Nesse contexto, as sementes são semeadas em recipientes como tubetes ou sementeiras, utilizando substratos balanceados, de modo a proporcionar boa drenagem e disponibilidade de nutrientes. Durante o desenvolvimento, as mudas recebem irrigação controlada, sombreamento inicial e manejo adequado, incluindo adubação e controle fitossanitário. À medida que crescem, passam pelo processo de rustificação, no qual são gradualmente expostas a condições mais próximas do ambiente natural, tornando-se mais resistentes para o plantio definitivo. A implantação de viveiros-escola tem por objetivo proporcionar os meios bióticos necessários ao andamento dos processos educacionais e fornecer mudas de qualidade e procedência validadas. Paralelamente, o viveiro pode ser estruturado como espaço de formação técnica e educação ambiental, promovendo a capacitação de comunidades locais na produção de mudas, no manejo de espécies nativas e em práticas preventivas contra incêndios florestais. Essa abordagem favorece a difusão do conhecimento e o engajamento social em ações de restauração ecológica. Conclui-se que projetos de viveiro-escola associados à capacitação comunitária constituem uma estratégia integrada e eficaz para prevenção de incêndios, aliando produção de mudas, educação ambiental e participação social, contribuindo para a resiliência socioambiental no Cerrado.
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